quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Como é difícil caminhar nessa cidade!

Aos 28 anos e com a saúde em ordem, nunca precisei me preocupar com questões de acessibilidade e mobilidade urbana. Até segunda-feira, quando num exercício infeliz na academia, distendi um músculo da coxa. Além do desconforto e da dor, esse pequeno "acidente" me fez atentar para o seguinte: Como é difícil andar pela cidade com a mobilidade reduzida!!! Nunca tinha percebido a quantidade de degraus que subo/desço todos os dias e o quanto o péssimo estado das calçadas e a falta de rampas é um martírio pra quem não consegue caminhar direito. O único lugar onde pude contar com elevador foi no trabalho. No restante dos lugares, tinha que subir e descer escadas "na raça" mesmo, e cada degrau é um "ai" doloroso! Entrar e sair do carro é outra provação, e de segunda-feira pra cá já perdi as contas de quantas vezes bati a cabeça tentando fazê-lo. A vantagem? Mudei meu olhar em relação à cidade.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Boa tarde!

É só lembrar de todas as bençãos, das horas em que tudo dá mais que certo, dos inúmeros golpes de sorte e do futuro brilhante que está por vir que todo o mal-estar passa, todo mal humor passa, toda a raiva passa, e eu volto a pensar no quanto essa vida é linda!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Desenho

Gatos, livros, livros, livros, cabelo despenteado, roupa quentinha, pés descalços.
Como é possível tanta coisa gostosa num desenho só?

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Filme

Uma lembrança de infância: "Eram 3 ou 4 da manhã, eu acordei e não conseguia mais dormir. Desci as escadas no escuro, não posso ligar a TV do quarto, a minha irmã pode acordar. Vou ver TV na sala. Está passando um filme na TV Manchete. Estou de joelhos na frente da televisão, tento entender o filme. Uma moça caminha na neve. A moça penteia os cabelos. As imagens são lindas, estou encantada com esse filme. Será que o filme se passa no Japão? Na China? Ainda não entendo a história. A moça que caminhava na neve corta o cabelo de outra mulher e, de repente, corta-lhe a orelha. Sangue e gritos. Eu fico paralisada de medo. Sempre tive medo de que a minha mãe, por acidente, cortasse a minha orelha ao cortar meu cabelo. O filme se torna barulhento. Eu assisto até o final trágico. Estou congelada de medo, não posso subir as escadas sozinha. Não posso gritar para a minha mãe, ainda é de madrugada. Choro sozinha na sala. Adormeço na almofada que estava no chão."

Durante anos a fio fui perseguida pelas imagens desse filme. Pesadelos e mais pesadelos. Um dia, já adulta, zapeando para encontrar algo legal na televisão, passei rapidamente por um canal e em poucos segundos tive a certeza de que o filme que estava passando era o mesmo que eu tinha visto quando criança. Esse filme tem uma fotografia inconfundível, qualquer um se lembraria dele. Comecei a assistir e, o mais importante, descobri como ele se chamava: Lanternas Vermelhas (Raise The Red Lantern). Comprei o DVD e assisti mais umas quantas vezes. Belíssimo, tocante, uma demonstração da essência humana como só o cinema asiático sabe fazer.

Finalmente descobri por quê esse filme me assustou tanto quando eu era criança: Aos 8 anos, é difícil conceber que no mundo existem pessoas más e egoístas por pura convicção. Aos 28, já me sinto escolada no assunto.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Que fase!

Difícil não acreditar em astrologia, macumba, vodoo, calendário maia, fim dos tempos, colapso econômico da União Européia, 3ª guerra mundial, reencarnação, pecado original, dívida kármica....

É taaaaaanta coisa "boa" acontecendo, que já nem ligo mais.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Inundação

Chorei tanto tanto tanto que inundei a minha casa.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

O Santo é forte

Mesmo. Muito.
Só isso explica o grande golpe de sorte desta semana.

domingo, 9 de setembro de 2012

Tudo o que vai...volta!

Pequenas vinganças: um dos melhores sabores da vida!

Depois de um longo inverno....

Tempos depois e as coisas continuam igualmente caóticas. Há 4 anos entrei dentro de uma máquina de lavar e esta tem sido a minha realidade desde então: Turbilhonamento, sabão nos olhos, água, água, vou me afogar, volto à superfície, mais sabão, turbilhonamento... A metáfora é tão dramática quanto tem sido a minha vida.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Alívio

Ontem sem querer acabei pegando no Sony um dos últimos episódios da 7ª temporada de Desperate Housewives, minha série do coração. Além do enredo magnífico e os diálogos muito bem pensados, essa série ganhou a minha atenção pela quantidade de reflexões que ela inspira. Ontem por exemplo, uma das tramas era a seguinte:

Um casal terminava um casamento de mais de 20 anos. O marido decidira sair de casa naquela noite e o fez sem aviso, enquanto a mulher estava no banho, para evitar despedidas. Naquela mesma noite ela daria um jantar para toda a vizinhança, há muito tempo combinado, em homenagem à uma de suas melhores amigas. O marido resolve voltar para casa antes dos convidados chegarem, "vou embora mas não queria que fosse desse jeito, não seria justo com você. Imaginei as pessoas chegando para jantar, perguntando de mim e você tendo que mentir". Drama. Drama. Drama. A tensão do casal é aparente durante o jantar, ainda que os vizinhos estivessem se divertindo horrores. Ele sobe ao quarto do casal e prepara um drink. Ela sobe atrás. Quando eu pensei que ela imploraria para que ele ficasse, eis que ela diz: "O meu maior medo era que você me deixasse. A minha vida inteira as pessoas me deixaram, elas iam embora e eu tinha que segurar as pontas. Então o meu maior medo se concretizou, você me deixou. E nesse momento, sabe o que eu senti? Alivio. Eu me senti aliviada por você não estar mais aqui."

Pensei em quantas vezes já senti esse alívio diante de uma catástrofe. A expectativa, a dúvida, o medo do que possa acontecer são paralizantes. A certeza da tragédia é libertadora, é a comprovação absoluta de que nada mais pode acontecer. Pensei em todas as vezes em que fui acusada de "estar alegre" quando deveria estar triste com essa ou aquela situação. Agora eu entendo que o que eu sentia não era alegria, era alívio.